História
Você está em Home > A Coopenerg > História
Voltar
Aos 22 dias do mês de Novembro de 1982 nascia a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da CESP Bauru Ltda - COOPERCESP nas dependências da CESP – Companhia Energética de São Paulo, localizada na cidade de Bauru, Estado de São Paulo, empresa vinculada ao Governo do Estado de São Paulo na área de Geração, Transmissão e Distribuição de energia elétrica graças ao esforço, pioneirismo e tantos quantos forem os títulos que possam enobrecer a postura e consciência dessas 25 (vinte e cinco) pessoas, que deram início a um projeto desafiador para a época, atualmente bem sucedido. O início de uma Cooperativa de Crédito é um trabalho árduo e que requer muita confiança por parte das pessoas que deverão ser inseridas no contexto de uma Instituição Financeira sem fins lucrativos e com um vasto tempo de integralizações de uma parcela do seu salário sem qualquer retorno ou benefício. Neste momento obtivemos a confiança necessária mediante a seriedade e idoneidade das pessoas inicialmente envolvidas que conseguiram com seus esforços pessoais, levarem mais e mais participantes para integrarem inicialmente o quadro Associativo desse projeto.
Voltar ao topo Além disto, tinham que se desdobrarem para convencer pessoas da Alta Administração a autorizar o funcionamento dentro das dependências da Empresa para conceder a infra-estrutura e os recursos administrativos mínimos possíveis para iniciar as operações dessa Instituição. O breve relato acima já poderia ser concebido por esse grupo, como um heroísmo por um ideal que tinham como objetivo maior implantar esse projeto; mesmo sabendo que não teriam qualquer privilégio, porém sabiam que teriam muitas horas trabalhadas e teriam que se dispor de tempo até de estarem com seus familiares, mas munidos de muita determinação para manter esse projeto e constituir os primeiros pilares que iriam sustentar perenemente essa grandiosa obra. Foi assim, com muita garra e dedicação, que se conquistou as premissas necessárias, estando os mesmos, antes de tudo despidos de qualquer orgulho, status, vantagens pessoais, ganhos financeiros, reconhecimentos ou outros tantos adjetivos que poderiam envolver um grupo em um projeto tão árduo e sem almejar nenhum mérito. Mas esses Cooperativistas lutaram para promover e inserir um bem estar Social e de Capital, para uma comunidade de empregados da Empresa CESP - Bauru. Existe muito que relatar e expressar nestas duas décadas de existência da nossa Cooperativa, pois somos fiscalizados por muitos órgãos, temos muitos deveres, obrigações e inovações dentro do sistema, e com isso novas etapas surgiram. Foram vários dias de trabalhos árduos após o expediente, muitas reuniões, na qual constituiu e formou-se o primeiro número de parceiros, o qual também lembramos com toda estima. Apesar de não terem uma participação tão direta e enfática com a Cooperativa, foram sem dúvida a força motora que começou a girar essa grande roda; contudo serviam de exemplo para mais pessoas se interessarem em participar e desta forma, foram constituindo-se os primeiros capitais. No início dessa constituição da Cooperativa, não possuíamos recursos para realização de Empréstimos, ficando os pioneiros somente com os depósitos retidos de uma parcela de seus vencimentos e aguardando sobre a responsabilidade e confiança dos Administradores os resultados que teoricamente se objetivava. Passado algum tempo, pode se iniciar a Cooperativa em sua linha mestra, ou seja, a realização de Empréstimos para ajudar pessoas com dificuldades financeiras. Para um controle justo e organizado, formou-se um Comitê de Crédito. Estes eram responsáveis pela análise e aprovação das propostas solicitadas, dando ênfase aos casos mais críticos e se houvessem possibilidades financeiras, atendiam outras necessidades solicitadas. Esta última fase perdurou também por um longo tempo, pois nesta época a Cooperativa não possuía uma correção monetária para os Empréstimos, o que também deixava o Capital Integralizado sem a devida correção monetária, ficando assim um exemplo claro que as pessoas investiam um valor de seu salário, não recebiam pelo investimento qualquer correção ou juros e ainda muitos desses nem se beneficiavam dos Empréstimos, pois simplesmente investiam na certeza de um compromisso sério e credibilidade nos seus valores, até então disponíveis a outros colegas com maior necessidade de uso, se pensar nesta atitude nos dias atuais, é quase impossível repetir tal façanha. Com certeza não teríamos esse desprendimento de valores para benefício de outras pessoas que não estavam em hipótese alguma inseridas no projeto ou tão próximos que nos deixassem sensibilizados a ponto de suportarmos esta situação de ajuda mútua, tendo a consciência de que a cada utilização dos empréstimos estava colocando à disposição uma parcela de suor de cada um. Mas esse grupo que chamamos carinhosamente de pioneiros dessa conceituada Cooperativa, tinham como conduta e objetivo o conceito da Cooperação. Temos que lembrar com muita propriedade, nesse histórico as fases que a Cooperativa atravessou; a mudança de uma Governança Ditatorial do Regime Militar para uma Governança Democrática que culminou com planos econômicos duros e elevadíssimas taxas inflacionárias. Somente para recordarmos um pouco o Governo José Sarney - Plano Cruzado entre outros tantos, Governo Fernando Collor de Mello - Plano e Soluções praticadas altamente custosas para os assalariados. Contudo não foram motivo para desanimar, os tantos Associados que ali participavam deste projeto em algumas vezes tiveram que sustentar os resultados negativos, as perdas, mas mesmo assim, estavam satisfeitos e orgulhosos pelo efeito positivo que a Cooperativa criava às famílias dos empregados da CESP que dela precisavam tanto. A Administração da Cooperativa unida insistia nessa meta e nesse propósito. Passados esses momentos de alta confiança, grandes trabalhos e muitas derrotas por parte da instabilidade econômica, chegamos ao ano de 1993. A Cooperativa começou a reajustar o valor de Empréstimo e conseqüentemente o de Capital na mesma proporção, inserindo assim, um processo mais justo para com os tantos investidores, que até aquele momento só se satisfizeram em ajudar, mas ainda tínhamos que começar a atravessar um novo momento. A Cooperativa teve que estender seus trabalhos, pois as demandas para os controles Operacionais, Administrativos e Contábeis, também cresciam e até então a Cooperativa acompanhou os locais cedidos pela Empresa CESP, e nem se podia sonhar com um custo adicional, pois as mudanças de Governo Estadual também impunham uma redução de custos com quaisquer entidades que não estavam ligadas ao negócio da Empresa CESP como um todo. Desta forma utilizavam-se pequenos espaços, sem equipamentos de informática, pois até para a própria CESP eram poucos os existentes, e também não havia a menor possibilidade da utilização de um empregado da CESP, para obter os controles necessários. Com isso o quadro funcional da Cooperativa teve que crescer de um para dois e até três empregados, que novamente só podiam completar suas tarefas no decorrer dos 30 dias findos, com o esforço e dedicação dos Diretores pertencentes ao Conselho de Administração e Conselho Fiscal. Iniciada a era do Plano Real e com este novo modelo Econômico, a Cooperativa pode ajustar seus controles com um sistema de informação simples, mas que mesmo assim, possibilitava a manutenção eletrônica dos dados trabalhados durante o mês, com mais precisão e menos processos manuais, que além de tudo requeriam também a conferência. No primeiro trimestre de 1995, dessa vez a Cooperativa graças ao arrojo da Administração e dos esforços internos concentrados, alçou um vôo mais longo. Foram iniciadas novas aberturas Regionais em outras unidades da Empresa, pois até esse momento a Cooperativa atendia somente os municípios de Bauru, Botucatu, Bariri, Ibitinga, Barra Bonita, Promissão e Nova Avanhandava, visto que isto só era possível porque as folhas de pagamento dessas unidades ficavam sob o controle e administração da Regional Bauru. Prosseguindo, a Cooperativa começou a obter autorizações para descontos de outras Diretorias, Departamentos, Gerências Regionais e Setores Administrativos, sendo que para que isso fosse realizado a realização do processo de abertura ocorria na ordem inversa, primeiro apresentava-se o Estatuto, as Leis e Normas que regem o Cooperativismo, seguido dos resultados de trabalhos sociais e á partir deste momento prosseguiam-se um lento e insistente trabalho no intuito de nos tornarmos na maior e melhor Cooperativa do Estado de São Paulo. Nosso potencial era grande, mas tínhamos limites demográficos, geográficos e institucionais que travavam essa nova fase de crescimento que era tão almejada. Independentemente das dificuldades, os processos aumentavam na captação de Novos Associados. Chegou um momento que foi necessário alterar novamente a estratégia da Administração da Cooperativa, devido às diversas de Folhas de Pagamento que tínhamos que controlar digitar e conferir além das demandas administrativas diárias como, por exemplo, o atendimento aos Associados, pois seria impossível com número de empregados existentes manterem todo o controle e funcionamento da Cooperativa. Após entendimentos com a Presidência e a área de Recursos Humanos da CESP implantou-se o processamento dos descontos de capital e empréstimo centralizados em São Paulo, compartilhados os trabalhos com a facilidade de possuirmos os sistemas necessários para o envio e recebimento dos valores de todos os Associados. Nessa fase de crescimento, a Cooperativa tinha muitos pontos que a favoreciam. O Governo do Estado de São Paulo promoveu, a partir de 1996, o processo de privatização do setor de energia do Estado com a regulamentação por lei estadual número 9.361/96 e coordenado pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED). Em 5 de novembro de 1997 ocorreu à venda de parte das ações ordinárias da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), controlada pela CESP desde 1975. Em 1º de junho de 1998 foi criada a Elektro - Eletricidade e Serviços, subsidiária da CESP. A Elektro reunia os serviços de distribuição de energia elétrica. A privatização da Elektro ocorreu em 16 de julho de 1998, com a venda das ações ordinárias. Em abril de 1999, a CESP passou por uma cisão parcial, foram criadas três empresas de geração e uma de transmissão de energia elétrica. A empresa de transmissão, chamada de Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, permaneceu sobre o controle do governo. Das empresas de geração, duas foram privatizadas: a Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema, cujo leilão ocorreu em 28 de julho de 1999, e a Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, privatizada em 27 de outubro de 1999. Até o momento da cisão da CESP e a criação de novas empresas vinculadas ao controle acionário da CESP a Cooperativa mantinha seu plano de crescimento do quadro Associativo devido à situação de dependência nos sistemas de folha de pagamento, informática e outros. Ocorre que após a conclusão da venda do controle acionário da Empresas originárias da CESP começaram a surgir problemas de ordem legal e funcional, os novos controladores ao assumirem a Administração das Empresas iniciaram processos de reestruturação organizacional, alterações de endereço da sede da empresa, instituíram Programas de Demissão Incentivada visando à redução do quadro funcional, além da alteração cultural nos empregados no trato da Cooperativa. A partir deste momento a Cooperativa não poderia mais utilizar a Razão Social COOPERCESP como era até então, segundo as Normas vigentes uma Cooperativa de Crédito somente poderia atender mais que uma Empresa se esta estivesse localizada no mesmo município da Sede, além disso, por conseqüência das Privatizações a primeira Empresa que originou a formação da Cooperativa, ou seja, a CESP, deveria deter um percentual do Capital Social da nova Empresa a ser agregada. Mesmo assim o processo de fomento de Novos Associados continuava, porém mais cauteloso, pois conforme ocorriam as Demissões Incentivadas nas novas empresas, era necessário estar atento às possíveis perdas por falta de informação das áreas que atendidas, e nos preparar para o novo modelo que a Empresa estava adotando. Além disso, ocorreram novos problemas; era do conhecimento da Administração da Cooperativa que não eram atendidas nenhuma das primícias estabelecidas naquele momento pelo Banco Central do Brasil, Órgão Regulador e Fiscalizador das Instituições Financeiras, inclusive Cooperativas de Crédito. Após um processo desgastante que envolveu diversas gestões junto ao Banco Central do Brasil devido ao novo modelo institucional resultado da venda das empresas de energia elétrica, foi obtido com sucesso à nova Razão Social - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários das Empresas de Energia Elétrica do Estado de São Paulo - COOPENERG, a qual foi autorizada pelo Banco Central após três tentativas em Assembléias Gerais, pois por parte dos Associados era entendível e perfeitamente normal a evolução para o caminho da permanência, mas conflitava em alguns pontos das Normas do BACEN. Resolvido em parte o primeiro problema, logo veio à primeira privatização em 1998, ou seja, foi criada a Empresa Elektro, a qual deveria ser inclusa no Estatuto Social da Cooperativa e que para tanto também requeria homologação do Banco Central do Brasil e arquivamento na Junta Comercial do Estado de São Paulo. Após a venda da Elektro, outro problema foi constatado, uma Cooperativa de Crédito até então não poderia ser de âmbito Estadual, muito menos possuir duas Empresas distintas e totalmente desvinculadas entre si, de seu Capital Social. Desta vez os problemas já não dependiam dos Associados, das Diretorias, das Empresas ou dos próprios empregados da Cooperativa, muito distante de nós estavam as Normas Legais, que para tanto deveriam sofrer uma nova reformulação e conceber esse novo modelo de Cooperativas de Crédito. Nesta época era de nosso conhecimento que outras Cooperativas haviam tentado essa alteração, mas não obtiveram êxito no pleito. Fomos levados a acreditar na sensibilidade de todas as pessoas que analisariam a melhor forma de resolver nosso grande problema, porque se imaginássemos que na época que todos os esforços fossem em vão, a primeira e única alternativa seria a desfiliação dos Associados pertencentes da nova Empresa Elektro e posteriormente isso deveria ocorrer com as demais Empresas que fossem vendidas. Em data próxima a convocação da Assembléia Geral Ordinária de 1999, o Banco Central do Brasil procedeu à alteração da Norma em vigor e este ato possibilitou a obtenção da tão sonhada e esperada autorização para funcionamento no Estado de São Paulo e continuar o trabalho da Cooperativa para agregar as novas Empresas de energia elétrica, como sempre foi feito e ainda contínua, hoje temos o prazer de possuir 11 (onze) Empresas em nosso Estatuto Social. Possuíamos na Cooperativa os produtos de Integralização de Capital, Empréstimos e o INVESTICOOP (RDC depósitos a prazo - Aplicações), mas só isso era pouco e tínhamos novos objetivos, buscávamos trabalhar na elaboração da nova meta, que era a implantação das Contas Corrente para os nossos Associados; produzindo um novo conceito de Banco e ofertando a uma condição de Cheque Especial aos Cooperados independentemente de Cadastro, Saldo Médio e principalmente a custo zero, isto novamente foi possível já em 2000. Estes novos produtos também requeriam e exigiam instalações próprias, pois seguindo as Normas Legais e na análise do Custo x Benefício, tínhamos que ocupar um local adequado para o desenvolvimento do trabalho de atendimento ao Associado sem onerar demasiadamente o custo Operacional da Cooperativa, obtivemos sucesso novamente e hoje estamos satisfeitos por tudo o que a COOPERATIVA, atualmente COOPENERG agrega e oferece aos seus Associados, com baixíssimos custos e ainda com responsabilidade, segurança e a credibilidade que nasceu e foi registrada como marca, para gerir todos os processos necessários com a Conduta Ilibada que é exigida pelas Normas associadas à Idoneidade, Perseverança e Glórias alcançadas por todos que de uma forma simples, sempre buscaram atender as necessidades básicas dignas de todos os trabalhadores das empresas vinculados ao quadro associativo. Com alegria e apesar de todas as dificuldades relatadas neste histórico, Deus em sua infinita bondade sempre nos fez vencedores e ainda acreditamos na força do justo e o correto, como até poderíamos dizer por um milagre o sonho dos então Pioneiros Cooperativistas, alcançou seu objetivo e tivemos a honra e oportunidade de continuar os ensinamentos deixados por estes homens e mulheres. Hoje assistimos a perpetuação dessa grande obra, onde crescemos, ressurgimos, exploramos e atingimos Novas Metas; com muita força de vontade por parte dos Diretores, Conselheiros Fiscais, Delegados e em especial dos Colaboradores dessa Cooperativa, que se doaram incansavelmente na busca dos objetivos traçados. Podemos dizer que todos estiveram presentes no compromisso único assumido a 26 (vinte e seis) anos. Seguindo sempre a premissa básica de todos que desde o primeiro momento insistiram e acreditaram que unidos pelo mesmo ideal, teriam a certeza que a Cooperação Ainda Seria o Melhor Caminho para amenizar os problemas Sociais e as grandes injustiças vividas num mundo tão Capitalista. Acreditamos que o nosso maior reconhecimento e agradecimento a todos, é o nosso comprometimento de novas metas, objetivando beneficiar muito mais trabalhadores e suas famílias, fazendo jus á ao projeto de Cooperativismo de Crédito, que completou mais de 100 anos em nosso país. |